Se é possivel a casualidadenão agir com certa naturalidade,
quando é bom ser um par...
estar aqui, ou com alguém mais estar
esteja bem...
que seja só você, não seja mais ningúem.
Você quis assim,
em sua vida, uma paixão meridional
e antes de tudo isso...
o prazer dita, ter um outro é banal
pois meu bem...
se for só você e eu nunca será o suficiente
sem ofensas, mas me refiro à todos os amantes.
Se é com boa expansividade
expor ao simples sua sexualidade,
quando é estar de par...
estar no jeito, ou daquele jeito estar
esteja sempre...
com alguém que transforme tudo de repente.
E se você quer a mim,
em seu leito, n´um amor ocasional
antes do seu início...
o prazer avulso já implica o final
é meu bem...
se for eu e você nunca seremos o suficiente
sem ofensas, me refiro à todos os amantes.
Se fosse contudo o quanto é verdade,
entretanto o que é irreal, na realidade
quando o ímpar ou par...
é jogado aos cantos, sem significar
nada... nada...
nada mais,
pois se for só você e eu,
se for só eu e você...
sem mais ofensas.











E desaba o céu, deixando a terra sem proteção. Os pingos da forte chuva socam a janela de seu quarto por toda a madrugada. Então ele abre seus olhos. É cedo ainda, mas a luz já começa a fenestrar pelos cantos. Olha para si mesmo debruçado na sua preguiça, em companhia da amiga ressaca habitual. Puta merda, reclama!? Cefaléia! Não! E continua com bom humor. Abre aquele seu raro sorriso, diz consigo mesmo silenciosamente: - Força garoto! Mas aí se lembra que não é mais um garoto, pelo menos parece que não. Levanta, merda, ou pelo menos tenta. Se não, arrasta seu corpo até o banheiro. Sua face está edemaciada. Mas ele não liga, se desliga. E começa mais um novo dia, com sua auto-estima fervelhando intensamente, como o sol, se este não estivesse ainda atolado por entre as nuvens...